quinta-feira, 10 de novembro de 2016

De boas con los hermanos



Pra quem está lendo esta postagem, peço para que tente se despir de preconceitos e rixas com argentinos. Se não for possível, paciência. Mas é que sentar pra beber umas cervejas e comer uma boa parrilla (churrasco) em Buenos Aires exige que a gente fique de boas. Preconceito e rixa nesta hora só atrapalha um momento prazeroso de viagem. Como eu nunca sofri disso em relação aos hermanos, encarei os bons momentos otimamente!

Até setembro do ano passado eu nunca tinha ido à Argentina. A amiga Diana, brasileira, e seu companheiro, Luís, venezuelano, agora estudam e vivem em Buenos Aires. Ótima oportunidade para matar as saudades e conhecer os bares dos hermanos. Já desde São Paulo eu pensava que não ficaria de fora conhecer La Boca. Eu nem sabia que o famoso Camiñito ficava por lá e que seria passagem obrigatória. Mas eu queria conhecer La Boca por causa do futebol, por causa da Bombonera, pra conhecer o espírito do bairro. Quando chegamos, Diana me alertou para primeiro fazermos o passeio no Camiñito e depois voltarmos para o estádio, já que ela teria que me deixar só lá pelas 15h. 
  

Colorido, bonito, e caro para comer.
  
Fiquei encantada com o colorido, com as artes e com os restaurantezinhos do Camiñito. Mas, de cara vi que gastaríamos muito mais comendo e bebendo ali. Mas, no caminho da Bombonera até lá eu tinha visto um restaurantezinho simples, com mesas na calçada (que eu adoro!) e preços atraentes escritos em uma placa (meu radar está sempre ligado). Contei a Diana, fizemos levantamento dos preços no Camiñito e não deu outra: voltamos àquele restaurantezinho que eu tinha visto la perto da Bombonera.

O restaurante é da Associação Civil “União de Madres” e é realmente muito bom. O que mais gostei foi a simplicidade, o bom atendimento e a saborosa parilla.


 
A buniteza da simplicidade e amabilidade!


A delicia visual, odorística e saborosa da parrilla.



Ali bebi a cerveja Isenbeck pela primeira vez e digo que ela é boa. Das que vendem em bar, em Buenos Aires, achei o preço até razoável. 


Foto de perfil de facebook. Agora dá pra ver
a breja, a parrilla, a Associação de Madres
á esquerda e a Bombonera lá no fundo.
 

Era tempo de inverno, em plena primavera, Diana e eu ficamos ali, ao sol, curtindo tudo isso. Conversamos por muito tempo e creio que esta foi uma das melhores tarde que passei em Buenos Aires. 


Diana, minha companheira de passeio em La Boca.
E o parrillero lá atrás rsrs.


Depois, na outra semana eu voltei a La Boca, aí para visitar o Museu da paixão boquense. Encontrei o rapaz que nos atendeu na Associação, em frente ao estádio, vestido de azul e amarelo dos pés até a cabeça. A criatura me viu, reconheceu, soltou um largo sorriso e me cumprimentou. “Hola, corinthiana, que tal?”. Claro que ele me chamou assim porque trocamos umas idéias lá no restaurante na semana que havia passado. Fiquei feliz que ele me reconheceu. Era como se eu já fizesse parte dali. Se eu fosse morar em algum bairro de Buenos Aires, eu gostaria de morar em La Boca. Gostaria mesmo.


Observação: Esta ida à Argentina foi em setembro de 2015. Algumas coisas podem ter mudado.


2 comentários:

  1. Respostas
    1. Ah sim! Todas as pessoas que conversei dali, me perguntaram se eu estive lá em 2012, mas, infelizmente, não.

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Muito agradecida!