quinta-feira, 22 de junho de 2017

Quem ainda não foi?




Fiz uma busca no google “Bar Barra Funda” para ver se achava novidades. Andei olhando algumas matérias sobre bares na região e um deles me chamou a atenção pelo local e pelo cardápio: o Cruzeiros Bar. Ele fica na Barra Funda, na Rua Cruzeiro, ao lado do Hotel Ibis. Nunca imaginei que haveria um bar por ali, sério. E ele existe desde 2011! Olhei as fotos do bar, ok, e fui pro cardápio. Asinhas de frango recheadas. Exato, petiscos de asinhas de frango recheadas. Eu só havia comido isso uma vez na minha vida em Brasília, no Bar da Codorna (e nem escrevi sobre isso).


Pena que não tem mais!

Na iminente cirurgia de vesícula programada pra ser feita, escolho de ir logo pra este lugar comer a porção. Em um dia em que Poleana e Talita vieram a São Paulo para curtir o fim-de-semana com a gente, puxamos mais o Thiago e fomos conhecer o bar. Numa noite de sexta-feira gelada, chegamos ao bar e tinha fila para entrar. O bar tem mesas na calçada, mas naquela noite, nem pensar.


Quero ir num dia de calor pra aproveitar
as mesas na calçada.
Demos o nome e rapidamente fomos chamados, talvez porque estivéssemos em quatro pessoas apenas. O bar é grande e muito bonito. A decoração e o espelho de parede inteira no salão deixa ele com um aspecto de que seja ainda maior e mais “chiquezinho”. Tem dois mezaninos onde ficam mais mesas e cadeiras.


O bar tem decoração bem caprichadinha!
   
Fomos super bem atentidos, os garçons foram bastante amigáveis e ajudaram a gente escolher o que comer. Fui logo ao pedido das asinhas, mas, pra minha grande decepção, não servem mais o petisco no bar. :( :( :( :( Tristeza, gente! Que pena! Pena mesmo! Aí ficamos em crise sobre o que pedir. Sugeri pegarmos a porção de bolinhos de carne, muito elogiada por várias pessoas em sites de avaliação de bares.


A gente espera os bolinhos
bebendo cerveja de balde.
Realmente a porção veio super bem servida e os bolinhos estavam muito bons, bem temperadinhos. Depois pedimos ainda a porção de coxinhas da vovó, que também estavam muito boas e bem servidas. Bebemos Estrella Galícia de balde, em garrafa 600 ml, e estavam geladas no ponto. Experimentamos uma Tijuca, mas nosso paladar achou meio fraca a cerveja. Eu estava com medo da conta, mas não ficou muito, não. Ficou na média do que gasta-se por aí numa sexta-feira. 


Onde eu vou e tem coxinha eu tenho que provar.

Eles têm ali também um buffet de acepipes, que você se serve e paga pelo peso. Durante todo o período em que ficamos lá, o bar ficou cheio. Gostaria de voltar à casa para comer as carnes grelhadas, as quais também vejo muitas pessoas elogiarem nas páginas sobre o bar. Espero que dê certo de fazer isso. Mas da próxima vez vamos num sabadão à tarde, quem sabe, pegar uma mesa pro lado de fora do bar. Parece ser bem gostoso o lugar pra curtir clima de verão. Pra outono/inverno já foi aprovado. Quem mais aí também não conhecia ainda este bar?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Tem que ter bar no calorão!



Sempre tive um grande desejo de conhecer Manaus, saber como seria uma capital no meio da floresta, saber mais sobre sua história, sua gente, e seus... claro, seus bares! Em abril do ano passado eu consegui! Achei uma super promoção de passagens e parti também para rever a amiga Cristiane, que fazia muuuuuuito tempo que não a via, e agora vive em Manaus. Tudo certo, tudo da hora!
À tarde a Cris articulou uma companhia pra ir aos bares à noite comigo, pois ela teria que trabalhar. Chamou Ilana, uma amiga que foi aluna dela. E, segundo a Cris, Ilana com certeza seria a melhor pessoa, pois é como nós, que gostamos de bar.


Ilana, minha guia na noite de chegada!
   
Logo que nos conhecemos ela me disse que dois bares seriam importantes de eu logo conhecer: O Bar do Armando e o Caldeira. Os dois bares são históricos de Manaus, marcados pela presença da gente de esquerda, intelectuais e artistas. Bares onde você encontra conhecidos e amigos, basta estar lá. Bora então!


Mesas ocupam a rua. Pessoas ocupam as mesas.
Pessoas ocupam as ruas.

Fomos a pé e chegamos rápido ao Largo de São Sebastião. De longe eu já vi mesas e cadeiras pro lado de fora do bar. E gente, lá é diferente isso. Enquanto aqui a gente procura por mesas na calçada, lá eles colocam as mesas na rua! Sério! Quer coisa melhor que esta ocupação de rua? #OcupaTudo


Boteco sem luxo, com arte e com cerveja.
  
O Bar do Armando é grandão e dentro tem uns bonecos enormes. Fiquei olhando maravilhada aquela arte ali exposta. Em 2015 o bar foi incluído na lista de Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Amazonas. É um botecão, não tem luxo, mas tem arte e cerveja gelada. Os bonecos são os que saem no carnaval junto com a Banda Independente Confraria do Armando (Bica).



Fiquei miúda perto dos bonecos.
 
O bar é de lá dos meados dos anos 70, bom pra falar sobre política e cultura, ou só beber cerveja e contar causos. Foi assim que nossa mesa composta de duas, Ilana e eu, foi aumentando, com pessoas conhecidas que passavam por ali. Ilana me apresentou Soraia, pessoa querida e estudiosa das bibliotecas pelo mundo (ela tem um blog sobre isso: http://www.cazadoresdebibliotecas.com/).

Ficamos ali a contar causos, eu conhecendo um pouco mais as meninas e outros amigos delas que passavam por ali e bebiam uma cerveja gelada no calorão de Manaus. Cris chegou mais tarde, após o trabalho e bebeu a merecida do dia. Infelizmente neste dia não tinha o famoso sanduíche de pernil da casa.


Fotografaram bem na hora em que foram buscar mais breja.

E assim, no calorão do Norte, em frente ao Teatro Amazonas, sob as bençãos de São Sebastião, a minha primeira noite em Manaus se fez. Tentei depois dar mais um rolê com a Ilana, em outro dia, mas infelizmente ela estava com super compromissos e não deu. A Cris acertou na companhia pra eu dar a largada nos bares na cidade. Aqui em Sampa estou a espera para também poder levar estas meninas aos bares daqui.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Indicação de quem sabe não falha



Tudo que eu queria era uma boa dica de bar para eu ir em Fortaleza, afinal, não queria deixar passar batido no blog a viagem que fiz recentemente pra lá. Logo acionei o pedido. A Teresa, amiga que gosta de bar, foi quem deu a dica desta postagem. Assim, quando perguntei, ela escreveu: “Dia de domingo o 'Raimundo dos queijos' costuma ser movimento. Tem uns bêbados que são clientes há mil anos e tem um povo mais jovem de esquerda que vai pra lá. Bom pra ir com mais gente”.

Pois, Teresa, eu que pensava até que ia sozinha, ganhei a companhia da Ângela, do Guimba e do Marcos. E fomos conferir o bar num domingo de manhã ensolaradíssimo, com aquele vento frequente de Fortaleza.

Chegamos ao bar, que fica no centro da cidade, próximo à Catedral da Sé. Quando a gente vê o estabelecimento, identifica uma vendinha, que vende queijo e outros produtos, como manteiga, doces e carne de sol. 


Uma vendinha que se transforma em bar!

À frente dele, porém, a paisagem de bar é composta por muitas mesas e cadeiras enfileiradas pela passagem de pedestres arborizada, na Travessa Crato. Há coberturas e também são utilizadas mais algumas lonas para proteger as pessoas do sol.



A Travessa Crato é ocupada pelas mesas do bar.
  
Chegamos por volta das 11h, boa hora pra conseguir uma mesa. Os músicos já se organizavam também, pois em pouco tempo começariam a tocar sambas daqueles clássicos do domingo de manhã. Que maravilha! Só posso dizer que a gente se sentiu em casa. 


A gente gosta de bar e de samba.


O gupo tocou os classicões do samba.
 
Cerveja tinha Original, e tava bem gelada. Para comer, ali apenas queijo branco, queijo manteiga (de-li-ci-o-so) e paçoca. Mas não se preocupe, porque você pode pegar espetinho na barraca lá fora e consumir no bar. Também tem um garçon que vem não sei de onde oferecer porções de pastéizinhos, tudo de acordo com o bar. O detalhe é que o que é consumido no Raimundo dos Queijos tem que ser pago na hora, e em dinheiro. Então, vá precavido.


Ficamos ali até o samba acabar.

Lá pelas 14h o samba encerrou e nós chamamos um carro para mais um passeio em Fortaleza. Sobre o Raimundo dos Queijos eu não só indico como afirmo e reafirmo que é a minha cara. Quem me conhece sabe o que significa isso. Agradeço a amiga Teresa por ter me proporcionado tão boa referência de bar em Fortaleza. Espero que um dia, quem sabe, a gente possa ir junto lá.


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Vou beber um vinho, tá, benhê?



Andei um dia inteiro em Paris e não vi o Chico Buarque. Que coisa! Mas pelo menos consegui um tempo pra beber uma taça de vinho num destes belos cafés da cidade. Chique, né, benhê?
Segunda vez que vou a Paris, como sempre com o tempo super apertado, porque pobre quando faz viagem internacional é para trabalho. E desta vez o destino nem era Paris. Ali foi só uma conexão que fizemos e que deu tempo de dar um rolê pela cidade. Eu fui decidida a aproveitar o tempo para ir até a Torre Eiffel, porque a pobre aqui, da outra vez não conseguiu chegar perto da torre, e isso é o mesmo que não ter ido à Paris.
No aeroporto em Guarulhos conheci a Rayane, que ia para a mesma atividade que eu, na Tunísia, e faria a mesma conexão em Paris. E nós conhecemos outras tantas pessoas nesta condição. E voamos para Paris fazendo planos. Rayane era a mais preparada. O amigo César, que morava e estudava em Paris, estava aguardando a sua chegada para um passeio. “Ôpa! Posso ir junto? Qual o plano? Quero ir na Torre Eiffel!”, já me ofereci.

Pegamos o trem fomos direto ao centro de Paris

Deu tudo certo. Encontramos César na prefeitura de Paris, caminhamos pelo mercado de flores, passamos por Notre-Dame e visitamos a Sorbonne. 

A desbundante prefeitura de Paris!

Catedral de Notre-Dame, de passagem.

Dali fomos pra torre. Que coisa linda! Pirei no monumento. Várias fotos. Agora sim posso dizer que estive em Paris. Bora chegar perto da torre. Bora passar por baixo da torre. Bora caminhar pelo Champ-de-Mars. Cansei e tô com sede. Hahahahaha. Claro! Quem gosta de bar já começa a procurar onde sentar pra bebericar.

Desta vez eu tinha que ir à Torre Eiffel!


Avistamos um café, daqueles parisienses, prédio bonito e local com aparência de caro. Mas necessário sentar em um deles pra saber como é. Fica no 149 da rua Saint Dominique.

De lá da praça avistamos o café e decidimos parar.


E é caro, realmente. Em euros tudo é caro. Mas uma taça média de vinho custa 8 euros! Uma taça média de vinho custa quase R$ 30,00!!!! Mas é nossa tarde de glamour, dá licença! “Vou beber um vinho, tá, benhê? Estamos em Paris!”. 


Tacinha de vinho caaaaaraaa!!! Mas e o glamour, né?

É muita onda pra um grupo daquele. Faz foto daqui, faz foto dali, paga em euros, tchau vambora que tá na hora. Bora pegar o trenzão pro aeroporto que ainda tem que atravessar o Mediterrâneo.


Fim de tarde, quase hora de o grupo ir embora...
Andei fuçando a internet pra saber mais informações sobre o local onde bebemos o vinho e só tem reclamação. Pro pouco tempo que ficamos ali e o consumo de apenas uma taça de vinho, não posso reclamar nem recomendar. Mas espero um dia voltar pra cidade e poder conhecer mais bares, beber menos preocupadamente, com uns trocos a mais no bolso.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Fé, bar, cerveja e amizade




Valha-me, meu São Jorge, que o ano de 2016 não foi fácil. Eu andei e andarei vestida com as roupas e as armas de Jorge. E se puder e alguém me chamar, vou passar lá no Salve Jorge pra beber uma e, quem sabe, me proteger um pouco mais, juntando fé, bar, cerveja e amizade.

 Eu fui apenas uma vez neste bar, faz já um tempinho, mas conheço pessoas que foram recentemente e me dizem o mesmo, continua bom, bonito e guarda uma graninha pra ir. O Salve Jorge é destes bares que te deixam admirados com a beleza, mas te cobram a mais por isso. Nada que vá te deixar falido, mas eu que gosto de bar, digo, “vá conhecer, mas no nosso nível não é lugar pra virar freguês e passar por ali toda hora”. Pela fachada a gente sabe, mas aí é que a gente não resiste.
 

A fachada é bunitona!


Fui com o Augusto, também corinthiano e no espírito de mandar aquele Salve pra Jorge. Existem dois Salve Jorge em São Paulo. Nós fomos no do centrão, que é mais a nossa cara, na Praça Antonio Prado, perto do Edifício Martinelli e do Banespão, a praça do coreto.


Adoro o centrão. Só podia ir no Salve Jorge dali.


Lá dentro tem tanta homenagem a Jorge que a gente nem sabe bem pra onde olhar direito. Tem uma parede com retratos de vários Jorges famosos, nacionais e internacionais. 


Lá atrás a parede de retratos de Jorges.
  

Tem um canto em homenagem aos bombeiros, que têm São Jorge como santo protetor, e cada detalhe lá dentro tem um São Jorge, inclusive dentro do banheiro.
 


Entrei no banheiro e dei de cara com esta espada!
 
E se a fachada do prédio do Salve Jorge é bonita, dentro é de encher os olhos, com lustres, grades e janelões antigos.


   
Uma parte do salão.     

 
Estrategicamente bem localizado pra observar o espaço.

Chegamos cedo e ficamos em um lugar super bom, que nos dava uma visão bem panorâmica do bar. A cerveja estava bem gelada, servida no balde. O petisco estava muito bom, mas não lembro o que pedimos pra poder indicar.  Fomos bem atendidos. Tinha música ao vivo, MPB e bossa nova, bem ali pertinho de nós. Fizemos várias fotos, pois havia já a intenção de publicar, mas nem sabia que iria demorar tanto pra fazer isso!


A música ao vivo estava muito boa.


Não sei quando volto a este lugar. De escrever deu uma vontadezinha... Se você animar e quiser ir, a gente pode combinar talvez num dia 23, que é o dia em que eu acendo vela pra São Jorge e posso reforçar minhas orações com uma breja e amigos no Salve Jorge. Chama e a gente vai, porque 2017 tá aí e temos o caminho deste ano inteiro pela frente.




Feche o corpo e abra uma Original bem gelada.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Não é bar, mas a gente gosta


De dia é um armazém que vende produtos dos assentamentos e cooperativas do MST, dos pequenos agricultores e orgânicos. E também tem um café. Quando chega a tardinha, pode-se ver algumas pessoas bebendo uma cerveja (inclusive tem cerveja orgânica!). E nas noites de sexta, se pode ver mais gente bebendo cerveja e curtindo música ao vivo. É um bar ou não é? Não é pra ser. Mas na sexta ganha este ar, e pelo horário de funcionamento neste dia, pode ser um ótimo ponto de encontro para você encontrar os amigos na sexta-feira e depois partir para um bar que fecha mais tarde. 


Ao fundo está o Armazém e à frente está o café.
Esta foto é da inauguração.

É o Armazém do Campo, que entra neste blog pela porta da frente, por ser um local que tem uma proposta super bacana de ambiente e que puxa várias pessoas que gostam de bar, especialmente na sexta-feira. Então não poderia ficar de fora.


Curtimos o samba de Pedro Nathan e Fábio Carvalho.



Soou bonita a viola caipira de Arnaldo Freitas.


Nas sextas-feiras, o Armazém do Campo tem uma programação musical, principalmente, de ótima qualidade. As pessoas chegam no finzinho da tarde pra beber um café ou uma gelada mesmo, e aos poucos vai encontrando os amigos. Às 19h30min começa a música. E segue até as 20h30min, 21h o mais tardar. O pessoal que toca no Armazém do Campo é gente amiga do MST, de música da boa, nos mais variados estilos, passando por MPB, caipira, samba, música política... vale ir pra conferir. E já aconteceu nas sextas também lançamentos de livros no local. Mas sempre tem música ao vivo. 



Bastante gente foi pra ver As Cantadeiras.



Sapiranga cantou suas músicas e MPB da melhor qualidade.

Outro dia mesmo eu comentava com os amigos Lucas, Pedro e Zenaide, que desde a inauguração do Armazém do Campo, não havia ainda se repetido os artistas que se apresentaram ali. Repetido mesmo só nós, que estamos ali toda sexta, afirmou o Lucas. Eu ri, porque é verdade. Só não fui quando não estava na cidade.


Uma pena que não vi Danilo Araújo e Levi.


E no mesmo de Danilo e Levi,
também não vi o Lirinha :(


Outra coisa que encanta as pessoas é a proposta de ser ambiente de cultura popular. A ornamentação é de luta. Os produtos do MST, de cooperativas de reforma agrária e de pequenos agricultores, que defendem a alimentação saudável, estão ali. Comer também é cultura. E comer é um ato político. No café há uma mesa de quitutes feitos com alimentos saudáveis e deliciosos que você compra por quilo.


O ambiente é super bonito!


De dia ou de noite é passar por ali e
beber uma cerveja gelada.

O Armazém fica na Alameda Eduardo Prado, 499, nos Campos Elíseos, cidade de São Paulo. Eu tenho a vantagem de trabalhar bem ao ladinho. Então se você vier conhecer, me avisa que a gente se encontra lá. O lugar está reunindo as melhores pessoas, eu garanto. Então só falta você.


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Cerveja Daqui, Chupitos Dali


Quem me apresentou foi a Thaiz. Eu já tinha ouvido falar por umas três pessoas, mas nunca tinha ido lá. No aniversário da Thaiz, em agosto, e foi lá, eu fui até o “bar da frente do Alarico” (Alarico é uma escola pública grandona que fica na Barra Funda) para conhecer e comemorar a vida.

Fui a primeira que chegou pra festa no bar que se chama Dali Daqui. Quando botei o pé pra dentro, fiquei olhando tudo. O bar é muito bonito e cheio de imagens e frases bacanas.
 

Imagens, objetos e frases que fazem do
Dali Daqui um lugar super bonito!
  
Perguntei se era ali mesmo, “que legal!”. Já logo me sentei e pedi pra beber no balcão vermelho bonito uma cerveja bem gelada. Minha alegria foi grande quando soube que a Eisenbahn 600 ml custava R$ 10,00 (custa até hoje, viu? Paulistânia também)


Olha a primeira Eisenbahn
que bebi no Dali Daqui!
  

Foi a Thaiz que me apresentou o bar. Valeu!


Thaiz chegou, as mesas foram organizadas para os convidados, que foram chegando e aí vieram os drinks. Vamos de chupito! Chupito na terça-feira para mulheres é double! Chupito, pra quem não sabe, é um pequeno drink. Como o bar tem a Espanha como tema, os chupitos têm nomes em espanhol, como “pica pero no mucho”, “para besar”, e outros. Indico que quem for lá experimente todos.


 
Aniversário 2016 foi no Dali Daqui.


Adorei o Dali Daqui! Marquei meu aniversário para ser comemorado lá também e foi ótimo. Indiquei para que amigos fizessem ali. E então já estive no aniversário da Renata, da Isadora e do Patrick, além do meu, claro. No aniversário da Renata eu provei o Rosita Marguerita. É um drink diferente e delicioso, que vai Tequila, licor cítrico, limão e mel. Na borda da taça se passa jamón e sal. Jamón? Isso mesmo, presunto espanhol. Só experimentando pra saber o quanto é bom. Eu que sempre fui mais chegada em cerveja e pouco destilado, no Dali Daqui me acabo com os drinks. Tudo preço acessível pra que você possa experimentar e, se quiser e puder, se esbaldar.



Pede o Rosita pra ver que bom que é.
   
Enfim, tem que falar da comida. Bueníssima! Sugiro que peça a porção de papas, maravilhosa e bem temperada com ervas. Mas o que eu sempre peço quando vou, são as coxinhas, deliciosas, cremosinhas. A porção é de coxinhas das pequenas. Pede a de frango ou de carne seca, tanto, faz. Mas experimenta. 



Fernanda e eu na certeza de pedir coxinha sempre.
 
A primeira vez que provei, junto com a Fernanda, que também adora, pedimos uma, duas, três, quatro porções para compartilhar ainda com o Edy, a Marta e o Anderson. Pensa numa coisa boa! No outro dia nós duas comentávamos que “se não tivesse que pagar a gente tava ali até pedindo e comendo as coxinhas”. É isso, dá vontade de comer sempre mais.


 
Bar, cerveja, amizade, Mussum:
tudo de bom!

Verãozão tá aí, se for pra lá pra conhecer ou pra bater ponto, me chama. Adoro as mesas, bancos e cadeiras de escritório que ficam do lado de fora pra bater papo, beber, comer e fumar. Certeza que o pessoal da casa estará nos aguardando. Um lugar destes na Barra Funda veio bem certinho pra gente que gosta de bar.



Já curtimos no inverno. Agora no verão, então...


O Dali Daqui fica na Rua Conselheiro Brotero, 71, Barra Funda. Como dito antes, em frente ao Alarico.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

De boas con los hermanos



Pra quem está lendo esta postagem, peço para que tente se despir de preconceitos e rixas com argentinos. Se não for possível, paciência. Mas é que sentar pra beber umas cervejas e comer uma boa parrilla (churrasco) em Buenos Aires exige que a gente fique de boas. Preconceito e rixa nesta hora só atrapalha um momento prazeroso de viagem. Como eu nunca sofri disso em relação aos hermanos, encarei os bons momentos otimamente!

Até setembro do ano passado eu nunca tinha ido à Argentina. A amiga Diana, brasileira, e seu companheiro, Luís, venezuelano, agora estudam e vivem em Buenos Aires. Ótima oportunidade para matar as saudades e conhecer os bares dos hermanos. Já desde São Paulo eu pensava que não ficaria de fora conhecer La Boca. Eu nem sabia que o famoso Camiñito ficava por lá e que seria passagem obrigatória. Mas eu queria conhecer La Boca por causa do futebol, por causa da Bombonera, pra conhecer o espírito do bairro. Quando chegamos, Diana me alertou para primeiro fazermos o passeio no Camiñito e depois voltarmos para o estádio, já que ela teria que me deixar só lá pelas 15h. 
  

Colorido, bonito, e caro para comer.
  
Fiquei encantada com o colorido, com as artes e com os restaurantezinhos do Camiñito. Mas, de cara vi que gastaríamos muito mais comendo e bebendo ali. Mas, no caminho da Bombonera até lá eu tinha visto um restaurantezinho simples, com mesas na calçada (que eu adoro!) e preços atraentes escritos em uma placa (meu radar está sempre ligado). Contei a Diana, fizemos levantamento dos preços no Camiñito e não deu outra: voltamos àquele restaurantezinho que eu tinha visto la perto da Bombonera.

O restaurante é da Associação Civil “União de Madres” e é realmente muito bom. O que mais gostei foi a simplicidade, o bom atendimento e a saborosa parilla.


 
A buniteza da simplicidade e amabilidade!


A delicia visual, odorística e saborosa da parrilla.



Ali bebi a cerveja Isenbeck pela primeira vez e digo que ela é boa. Das que vendem em bar, em Buenos Aires, achei o preço até razoável. 


Foto de perfil de facebook. Agora dá pra ver
a breja, a parrilla, a Associação de Madres
á esquerda e a Bombonera lá no fundo.
 

Era tempo de inverno, em plena primavera, Diana e eu ficamos ali, ao sol, curtindo tudo isso. Conversamos por muito tempo e creio que esta foi uma das melhores tarde que passei em Buenos Aires. 


Diana, minha companheira de passeio em La Boca.
E o parrillero lá atrás rsrs.


Depois, na outra semana eu voltei a La Boca, aí para visitar o Museu da paixão boquense. Encontrei o rapaz que nos atendeu na Associação, em frente ao estádio, vestido de azul e amarelo dos pés até a cabeça. A criatura me viu, reconheceu, soltou um largo sorriso e me cumprimentou. “Hola, corinthiana, que tal?”. Claro que ele me chamou assim porque trocamos umas idéias lá no restaurante na semana que havia passado. Fiquei feliz que ele me reconheceu. Era como se eu já fizesse parte dali. Se eu fosse morar em algum bairro de Buenos Aires, eu gostaria de morar em La Boca. Gostaria mesmo.


Observação: Esta ida à Argentina foi em setembro de 2015. Algumas coisas podem ter mudado.